O texto de Silvio Meira analisa como a inteligência artificial generativa atua como a materialização dos conceitos de simulacro e hiper-realidade propostos por Jean Baudrillard. O autor argumenta que a tecnologia não apenas cria cópias, mas gera uma realidade sintética que elimina a distinção entre o original e o artificial, afetando profundamente a identidade individual e as interações sociais. Esse fenômeno dissolve a noção de verdade compartilhada, resultando em bolhas algorítmicas que fragmentam o debate público e transformam a política em um espetáculo de performances simuladas. Diante da erosão dos pilares democráticos tradicionais, o artigo defende uma refundação radical da democracia adaptada ao mundo figital. A obra conclui que vivemos em um ecossistema onde o mapa precede o território, exigindo novas formas de consciência e governança.
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