SILVIO MEIRA

a internet das coisas, 4: um campo informacional global

nos três textos iniciais desta série, falamos de spimes, de everyware e de uma possível fusão dos dois conceitos, a ideia de spimeware. neste, que fecha esta pequena série, vamos falar um pouco do que estaria –ou poderia estar- acontecendo ao nosso redor se todas as coisas do planeta [ou uma boa quantidade delas] estivessem em rede. mas não na rede de uma forma qualquer; em rede na forma de spimeware.

ao pensar como spimeware iria penetrar na economia e sociedade, seria difícil imaginar [hoje] um cenário muito diferente do que a mcKinsey mostra em um texto bem recente. primeiro, há um conjunto de possibilidades associadas ao controle e automação das coisas. onde escrevo coisas, leia de máquinas de lavar a medidores de energia, de bombas de gasolina a sinais de trânsito, de portas e janetas a sistemas de refrigeração… tudo.

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pra começar, já temos muita coisa que parece com spimeware associada ao controle e otimização de processos em fábricas, por exemplo; segundo, um número cada vez maior de instâncias de spimeware começa a estar associado à otimização do consumo de recursos, fazendo com que se gaste –por exemplo- menos energia para realizar uma tarefa ou, por outro lado, fazendo com que se gaste muito menos esforço para se medir a energia consumida; terceiro, uma classe de spimeware começa a ser utilizada em sistemas autônomos e complexos, capazes de tomar decisões em ambientes sobre os quais não têm o menor controle.

os exemplos que a mcKinsey usa na tabela acima, oriunda deste link, são bem mais complexos do que as etiquetas de banana discutidas em nosso texto anterior. e isso é interessante, porque aí [no 3, sistemas autônomos e complexos], dá pra perceber que, em última instância, um carro também é –ou será- spimeware, ou c-spimeware, spimeware complexo. se o sistema veicular de prevenção de colisões é spimeware [e faz muito sentido que seja], um carro será uma rede de milhares de coisas com características do que estamos denominando spimeware. cada peça, cada sistema, será uma instância de spimeware e sistemas maiores e mais complexos serão realizados por dezenas, talvez centenas ou milhares de spimeware mais básicos. e cada um deles [assim como o todo] obedecerá os dez princípios fundamentais de spimeware.

pra lembrar… spimeware 1. está na rede; 2. é wireless; 3. é múltiplo [pode haver uma infinidade de cópias] mas 4. é identificável de forma única e 5. obedece ao princípio SFO mas 6. é imperceptível [a “olho nu”] porque 7. está embarcado, embutido em coisas e, também por causa disso, 8. tem interface “invisível”. ainda mais, spimeware 9. carrega seu próprio plano de construção, uso  e reciclagem e 10. guarda ou deposita na rede seu rastro histórico.

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se por um lado se pode olhar para spimeware como associado a controle e automação, ou seja, informática embutida em objetos, tornando-os de certa forma o que a cultura popular identifica como inteligentes [mas não é isso, veja este link], por outro lado o que nos interessa como resultado da dispersão de spimeware pelo ambiente, economia e sociedade talvez seja, muito mais, a informação que tais sistemas vão gerar e as análises que faremos deste mundo de dados que já flui com muita intensidade a partir de bom número de objetos  e que vai ser multiplicado por muitas potências de dez nos próximos anos.

é isso que diz a tabela acima do mesmo texto da mcKinsey: spimeware vai nos permitir rastrear comportamentos, melhorar o entendimento de situações e melhorar a qualidade dos processos de tomadas de decisão, em função da maior quantidade e qualidade de dados disponível.

de uma certa forma, nada mudou: os eventos sempre estiveram aí; o sol sempre surgiu, sempre choveu, sempre houve vento, marés e seca; a diferença é que, instrumentando o ambiente ao nosso redor, instalando senSats [sensores e atuadores] em tempo real e em rede, começamos a perceber o planeta ao nosso redor como um gigantesco conjunto de fluxos de informação.

tempos atrás, um conjunto de cientistas convencionou chamar a ciência feita com o auxílio de tais montanhas de dados [e a capacidade de processá-las] de e-science. o nome resistiu muito pouco tempo, tal qual a noção de ciberespaço: depois de ficar claro que todo espaço era ciber… pois que não sendo não existiria ou seria mera exceção, voltamos a usar a palavra “espaço”, pura e simples, para falar dos espaços, o velho e o novo.

a mesma coisa vale para e-science: para muitos, durou pouco: depois de ciência [lá nos primórdios] experimental, passamos para a fase mais ostensivamente teórica, depois para a computacional e agora estamos em ciência [o que se chamava de “e-science”, outrora] feita sobre a análise de dados gerados por um número cada vez maior de experimentos para cada um dos quais há centenas, milhares, dezenas de milhares de sensores.

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um exemplo disso é mostrado pela imagem acima [que é interativa neste link], do projeto NEPTUNE [North-East Pacific Time-series Undersea Networked Experiments], uma iniciativa que está instalando senSats em rede e conectados ao continente na placa de juan de fuca, a menor das 12 placas tectônicas, com o objetivo de “informatizar” aquela parte do fundo do mar e observar tudo o que acontece lá embaixo em detalhe dia e noite, por pelo menos 25 anos. em última análise, todo o planeta pode receber este tipo de tratamento, como já acontece em pequena escala na rede de sensores de tsunami mostrada imagem abaixo.

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jim gray, então na microsoft, chamou esta forma contemporânea e unificada de fazer ciência de data intensive scientific discovery; para ele, este seria o quarto paradigma científico, depois dos já citados experimental, teórico e computacional. o livro que homenageia gray [desaparecido em 2007] e cita muitos exemplos desta nova vertente científica, the fourth paradigm, tem licença creative commons e pode ser copiado deste link. spimeware-based science, como se vê, muda a forma de fazer ciência. imaginem seu impacto na maneira de informatizar e ver o mundo real e mais simples aqui fora.

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mas nosso objetivo era falar de um certo “campo informacional global”, certo? isso. então vamos: este campo é composto por todos os fluxos de dados em contexto [ou seja, informação] gerados por todos os sistemas de informação de todos os tipos existentes no planeta, dos mais diminutos [a etiqueta da banana] aos absurdamente gigantescos [NEPTUNE], abertos ou fechados. como um número cada vez maior de tais sistemas é aberto [veja os sistemas abertos do governo inglês neste link], um campo informacional global cada vez mais intenso e variado está disponível a partir de e para todos, pessoas e instituições, usarem como parte de seu raciocínio para “uso” –ou melhor, “melhor uso”- do planeta e seus arredores.

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esta é exatamente a idéia por trás de um curto [5min] vídeo da IBM sobre a internet das coisas, explicitando o que andamos dizendo aqui nos últimos textos e construindo cenários de informatização das coisas, inclusive coisas muito grandes como cidades inteiras. nestes cenários, redes de sensores em redes de distribuição de água avisam onde os canos estão perdendo pressão, o que determina consertos mais rápidos e menores perdas; nas cidades, táxis que interagem imagecom a infraestrutura de tráfego para ganhar [ou não] prioridade sobre carros particulares; sistemas de controle –spimeware- associados a praticamente todas as necessidades humanas, de água a energia e saúde, interagem para fazer com que a vida se torna mais simples, mais econômica do ponto de vista ambiental e dos custos pessoais, seja em tempo ou dinheiro.

dando um desconto para o marketing embutindo no vídeo, a tendência é que a maior parte de eventos de nosso interesse neste planeta todo informatizado [computação, comunicação e controle por todo lado, lembre-se], desde a temperatura dos elevadores à vibração das placas tectônicas, da voltagem da bateria do carro ao estado de cada uma das imageluzes da iluminação pública, seja parte do fluxo informacional global e detenha uma parte significativa de nossa atenção. não que eu e você tenhamos que  fazer parte do grupo de pessoas que controla os eventos reportados por tais fluxos de informação, por exemplo. mas alguma coisa –provavelmente mais spimeware- vai dar conta de, mais ou menos automaticamente, fazer com que a luz queimada do poste da esquina da minha casa não seja trocada só e somente quando alguém mandar uma carta [ou emeio] para o jornal reclamando da qualidade da iluminação pública pela qual pagamos.

imageneste ponto, quando soubermos exatamente, em cada ponto, em todo canto, a que horas o ônibus que nos interessa vai passar e, quando for atrasar, possamos saber em tempo para replanejar destino, rota, compromissos, ações…, o planeta vai ser um imenso campo informacional global. tudo e todos conectados uns aos outros, para que tudo e cada um possa ter, pra si, os dados, informação e conhecimento para tomada de suas decisões mais diminutas ou grandiosas. se vamos ou não ter sabedoria para tomar as decisões mais apropriadas para cada caso, isso é outra história, fora do controle de quem está trabalhando para, mais dia menos dia, informatizar de um tudo no mundo. 

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Silvio Meira é cientista-chefe da TDS.company, professor extraordinário da CESAR.school e presidente do conselho do PortoDigital.org

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