por Silvio Meira

bits.4: móvel: conservador?

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em artigo publicado na revista telecommunications policy de junho deste ano, arnd weber, michael haas e daniel scuka [Mobile service innovation: A European failure, disponível gratuitamente neste link] discutem porque a indústria de mobilidade na europa é tão pouco inovadora. a primeira tabela do artigo mostra as últimas grandes inovações da mobilidade desde 1998 e aponta para o japão como o lugar onde todas, menos uma, surgiram. esta uma, americana, não é obra de uma operadora de lá, mas da apple.

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e a tabela ainda mostra que o iPhone de 2007 não tinha coisas [inclusive e-money e QR] usadas no japão há anos. quem são as operadoras móveis daqui? três européias [tim, movistar e tmn] e uma continental, américa móvil. então, pense coigo: a conclusão do artigo de weber et al. é que as operadoras móveis européias não inovam porque 1. "inovar como no japão é caro" e 2. " ganhamos muito dinheiro do jeito que está, pra que fazer mais?…" e analistas internacionais [que fazem a cabeça de muita gente] apostam que coisas como [de forma genérica] localização para prover serviços seriam uma "grande inovação" para a américa latina… o que, de inovador, você acha que vai rolar de novo no mercado móvel brasileiro nos próximos muitos anos?…

mas aí [aqui] tem a vivo e wayra, a tim e acesso na periferia, o programa de inovação da oi, a claro e as novas formas de uso da rede. e o brasileiro, que não desiste nunca, acaba apostando que vão acontecer coisas realmente inovadoras por aqui. será?

Relógio

até janeiro de 2012, o blog vai publicar [ao contrário da norma, aqui] bits: textos pequenos, bem mais frequentes, sobre nossa [mundana] vida digital. ao invés dos raciocínios estruturados e interligados de costume, vamos nos ater a TRÊS parágrafos, no máximo. boa leitura.

Sobre o autor

Silvio Meira

silvio meira é cientista-chefe da TDS.company, professor extraordinário da CESAR.school e presidente do conselho do portodigital.org

6 comentário

  • Trabalho com operadoras européias diariamente e é fácil perceber o esforço delas em replicar modelos de negócio que deram certo no passado. E só se movem quando realmente precisam. Mas, como diz o artigo, já ganham muito dinheiro dessa forma.

  • Trabalho com operadoras européias diariamente e é fácil perceber o esforço delas em replicar modelos de negócio que deram certo no passado. E só se movem quando realmente precisam. Mas, como diz o artigo, já ganham muito dinheiro dessa forma.

  • Silvio, só passei pra dizer que achei arretado o novo formato de textos pequenos, os bits, fáceis de ler e de compartilhar! 😉

  • Silvio, só passei pra dizer que achei arretado o novo formato de textos pequenos, os bits, fáceis de ler e de compartilhar! 😉

  • Lamentavelmente não por causa da crise europeia retornamos ao século XVI ou XVII.
    Naqueles tempos o ouro e outras riquezas eram contrabandeadas em santos de pau oco e hoje as riquezas são enviadas (legalmente) através de leis e regulamentos criados por politicos de cabezas ocas que pouco se importam com a qualidade dos serviços prestados a população desde que sejam preenchidos seus bolsos que também são ocos.

  • Lamentavelmente não por causa da crise europeia retornamos ao século XVI ou XVII.
    Naqueles tempos o ouro e outras riquezas eram contrabandeadas em santos de pau oco e hoje as riquezas são enviadas (legalmente) através de leis e regulamentos criados por politicos de cabezas ocas que pouco se importam com a qualidade dos serviços prestados a população desde que sejam preenchidos seus bolsos que também são ocos.

por Silvio Meira

Pela Rede

silvio meira é PROFESSOR EXTRAORDINÁRIO da cesar.school, PROFESSOR EMÉRITO do CENTRO DE INFORMÁTICA da UFPE, RECIFE e CIENTISTA-CHEFE, The Digital Strategy Company. é fundador e presidente do conselho de administração do PORTO DIGITAL. silvio é professor titular aposentado do centro de informática da ufpe, fundou [em 1996] e foi cientista-chefe do C.E.S.A.R, centro de estudos e sistemas avançados do recife até 2014. foi fellow e faculty associate do berkman center, harvard university, de 2012 a 2015 e professor associado da escola de direito da FGV-RIO, de 2014 a 2017.

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