por Silvio Meira

ciência e engenharia… qual é a diferença?

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no princípio dos tempos, lá na década de 1970, as graduações de INFORMÁTICA eram só em CIÊNCIA da COMPUTAÇÃO e tinham quase todas nascido de ou em departamentos de estatística e matemática. vinte anos depois começaram a surgir outras variedades e aí apareceu ENGENHARIA da COMPUTAÇÃO e a pergunta… QUAL é a DIFERENÇA?… entre ciência e engenharia da computação… que eu e muitos outros professores da área já respondemos milhares de vezes.

feita principalmente por alunos do ensino médio [e seus pais], que além de terem que escolher um curso superior a partir de um escola que não lhes dá a menor ideia [prática, na vasta maioria dos casos, então, nem pensar…] ainda têm que comparar cursos dados pelos mesmos professores, na mesma instituição, que formam alunos que mais quase sempre do que só vez por outra trabalham nas mesmas empresas, fazendo quase as mesmas coisas. é lasca. ainda bem que tem muita gente que pergunta.

daqui pra frente, antes de às vezes gastar horas em conversas sobre as diferenças, primeiro vou indicar o vídeo abaixo, que alguém deveria [no mínimo] legendar em pt-br, e depois a gente conversa. claro que o vídeo não é acadêmico e tampouco vai a fundo [e nem daria, no tempo que tem] pra detalhar as diferenças -que de fato existem, principalmente onde os cursos são estruturados como deveriam ser e, depois, dados como deveriam.

mas o problema maior, na verdade, é de responsabilidade dos departamentos ou centros onde estes cursos acontecem e convivem com ainda outros da mesma área, como sistemas de informação e engenharia de software [só pra citar dois]. parece absolutamente óbvio que os alunos que se dirigem a tais escolas deveriam fazer ENEM para INFORMÁTICA [escolha o nome que mais lhe apetece, também poderia ser COMPUTAÇÃO], cursar 3 ou 4 semestres comuns e, durante tal tempo, escolher o que fazer como especialidade.

aí, não seria nem preciso responder a pergunta lá do começo da história para alunos do ensino médio que terão, quase certamente, dificuldade de entender a resposta e, muito provavelmente o vídeo, também. ver o vídeo depois de descoberto, na prática -e não só na teoria- porque qualquer formação de informática precisa saber de suas leis e teoremas fundamentais…- seja sua escolha final computação gráfica ou banco de dados ou outra qualquer, entre as dezenas formações, especializações e profissões da área,  é outra e muito melhor coisa. pena que não é assim, hoje. mas poderia ser, e todo mundo, alunos, professores, profissão, profissionais e a economia e a sociedade iriam se beneficiar disso.

Sobre o autor

Silvio Meira

silvio meira é cientista-chefe da TDS.company, professor extraordinário da CESAR.school e presidente do conselho do portodigital.org

1 comentário

  • O vídeo é de fato excelente! Entretanto, o propósito do vídeo não é ajudar na decisão entre ciência da computação e engenharia da computação.

    Na UFRJ, por exemplo, tanto alunos de ciência da computação quanto engenharia da computação cobrem todas as questões cobertas nesse vídeo, mesmo que algumas delas superficialmente. Na prática, não existe praticamente nenhuma diferença entre os cursos de ciência da computação e engenharia da computação. O meu conselho para os alunos é o seguinte: se vcs têm alguma dúvida sobre que tipo de engenharia querem fazer, talvez seja uma boa ir para engenharia de computação, porque suponho que será mais fácil mudar para outra engenharia depois. Por outro lado, se querem ter um pouco mais de tempo para se dedicar a questões de computação em si, por exemplo, por meio de eletivas, ao invés de ciclo básico, vá pra ciência da computação.

por Silvio Meira
por Silvio Meira

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silvio meira é PROFESSOR EXTRAORDINÁRIO da cesar.school, PROFESSOR EMÉRITO do CENTRO DE INFORMÁTICA da UFPE, RECIFE e CIENTISTA-CHEFE, The Digital Strategy Company. é fundador e presidente do conselho de administração do PORTO DIGITAL. silvio é professor titular aposentado do centro de informática da ufpe, fundou [em 1996] e foi cientista-chefe do C.E.S.A.R, centro de estudos e sistemas avançados do recife até 2014. foi fellow e faculty associate do berkman center, harvard university, de 2012 a 2015 e professor associado da escola de direito da FGV-RIO, de 2014 a 2017.

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