estive esta semana em porto alegre para um seminário de inovação em governo eletrônico promovido pela secretaria do planejamento e gestão do rio grande do sul.

um número muito grande de ações de governo já é realizado, hoje, sobre suporte eletrônico. lá no rio grande, o portal de serviços de governo lista mais de 700 serviços de interesse de cidadãos e empresas, de nota fiscal eletrônica à localização das lombadas eletrônicas nas ruas de porto alegre e seus limites de velocidade.

o que nos leva a perguntar: é possível, hoje, governar sem uma infraestrutura de hardware, software, serviços e aplicações que dê suporte aos processos de negócios que costumamos chamar de governo? não, não mais.

só pra dar um exemplo, é impensável trazer de volta para o papel e para a conferência e análise manual todo o processo associado ao imposto de renda de pessoa física. imagine o caos. o que é preciso, por outro lado, é evoluir o processo do IRPF pra gente só declarar alguma coisa se achar que deve [ou tem contas a ajustar com a receita]. mas voltar atrás, ao papel, jamais.

todo governo, o “gov” de tudo, começa a ser “e-gov”. e bem mais cedo do que se pensa vamos prescindir do “e-” e voltar a chamar o governo de “gov”, simplesmente.

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o mesmo deve ter acontecido quando os egípcios começaram a usar matemática para medir áreas com precisão e melhorar a cobrança do imposto territorial há mais de 3.500 anos. no começo, o processo provavelmente tinha um nome parecido com “m-gov”, para “governo usando matemática”. com o passar do tempo, com todo mundo entendendo como usar e usando a nova ferramenta dentro e fora do governo, o “m-“ tornou-se não apenas natural mas lugar comum e, presente em todo canto, desapareceu.

é o destino do “e-gov”: presente e essencial em todas ações de governo, vai se tornar, de volta, “gov”. os slides da minha apresentação? neste link.

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