uma das cenas mais intrigantes de blade runner, um dos maiores clássicos da ficção científica, é o "vôo da coruja". a coruja, claro, é um android, e abre a cena em que deckard [harrison ford] se encontra com rachael [sean young]. você pode conferir no vídeo abaixo.

o "voo da coruja": deckard se encontra com rachel em blade runner
por alguma –e misteriosa- razão, a platéia do filme [isso lá em 1982, e de lá pra cá] ficava pelo menos tão impressionada com a possibilidade de uma coruja "artifical" do que com os replicantes hiperdotados do filme de sir ridley scott. e muita gente ficou mais preocupado com a coruja –que voa, claro- do que com "meros humanóides"… tão parecidos conosco e, se tão fortes, tão frágeis, pois de tempo de vida limitadíssimo.

pois: a festo, uma empresa alemã, anunciou recentemente uma "gaivota artificial" que replica, literalmente, o voo de uma herring gull.  você pode conferir o vídeo da coisa voando abaixo…

festo smartBird: um dos primeiros "pássaros artificiais"…

…onde a empresa não brinca em serviço e diz que sua gaivota artificial "decodifica o voo" dos pássaros, um dos objetivos da humanidade há milênios. sem jogar tanto confete, o fato é que o smartBird da festo decola, voa e pousa sozinho. ainda é, basicamente, uma obra de engenharia mecatrônica e tem pouca capacidade de percepção e processamento, digamos, onboard..

mas imagine, partindo deste ponto, onde se pode chegar. veja o vídeo de novo e pense nas possibilidades das próximas gerações da gaivota e outros replicantes dentro de oito anos, já que blade runner se dava logo ali, em 2019. e radicalize: e daqui a vinte, trinta, cinquenta anos?…

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