…nos últimos dez anos. e de onde se espera a maior parte das inovações nos próximos dois, o que vai levar mais empresas a investir em TICs, nesse período, com mais atenção e dedicação do que em qualquer outra coisa.

veja a tabela abaixo, resultado de respostas de 304 CEOs internacionais a uma pesquisa da harris interactive, cujo resumo executivo você pode obter neste link.

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a pesquisa harris não é sobre TICs, trata de inovação; em especial, trata dos problemas e condições para "enterprise innovation", a inovação corporativa, aquela que muda as organizações, sua gestão, seus modelos de negócio, afetando sua competitividade de maneria muitas vezes radical.

todos nós já vimos muitas empresas capazes de lançar, mais de uma vez,  produtos e serviços inovadores e, depois de um tempo, sumirem da linha do tempo dos negócios. quando isso ocorre, normalmente foi porque a empresa não conseguiu se redesenhar [a tal "enterprise innovation"] para um novo cenário e contexto de negócios e deixou de ser capaz de fazer, em um novo contexto, o que fazia como líder inovador em passado recente.

exemplo bastante atual desta condição é a nokia, líder do mercado de celulares que [ainda?] não se redesenhou para smartphones ou, ainda mais radicalmente, conectividade pessoal [smarts, tablets, PADs, etc]. na mesma cadeia de valor, a motorola passou por situação bastante crítica e, a duras penas, vem fazendo um "corporate redesign" [um dos insumos essenciais para "enterprise innovation"] muito impressionante.

a expectativa de 63% dos CEOs mundiais consultados pela harris é de que a maior parte da inovação empresarial e de negócios, nos próximos dois anos, virá de situações, métodos, processos, ferramentas, produtos e serviços criados, provocados ou habilitados por TICs. o segundo lugar [terceirização], tem a aposta de 36% dos CEOs e o atendimento ao consumidor a preferência de 34%.

vale dizer que terceirização e atendimento são operações intrinsecamente dependentes de TICs em qualquer negócio; olhando por este prisma, TICs aparece de forma muito intensa nas tres primeiras preocupações, problemas e 0portunidades de inovação nas corporações.

tal interpretação está em linha com resultado de uma outra pesquisa, feita pela IBM e já citada neste blog [sobre complexidade nos ambientes de negócios, neste link] que mostra que informática fica atrás apenas das preocupações com as mudanças nos mercados e que, ainda mais, a vasta maioria dos executivos projeta um futuro mais volátil, mais incerto, mais complexo e estruturalmente diferente do que ocorre hoje em dia. é isso que mostra o diagrama abaixo.

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boa parte desta complexidade adicional nos negócios é oriunda das mudanças causadas por novas formas e novos usos de TICs em todos os negócios e mercados.

tudo é software. e software e seu uso está mudando o mundo de forma radical e vai continuar a fazê-lo pelo tempo que se pode imaginar. décadas, séculos à frente, TICs e software determinarão a complexidade dos desafios de competir e criarão, para quem inovar no seu desenvolvimento e uso, as capacidades competitivas capazes de definir o futuro de qualquer negócio, empresa e, em muitos casos, cidades e regiões.

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