SILVIO MEIRA

informática: padrões & políticas

o texto no fim deste post foi publicado neste link em fevereiro de 2006, logo antes do carnaval. e volta à cena por causa deste outro, publicado anteriormente aqui no blog, sobre uma "nova" política de informática para o brasil, mais uma vez focada na substituição de importações.

comentários ao segundo texto, pedindo alternativas à constatação de que temos [ou teremos?…] uma política de substituição de importações me lembraram do velho artigo dos tempos em que estava para sair um "padrão" de TV digital por aqui.

lá em 2006, definimos um padrão de TV digital [não no carnaval, mas no são pedro] para um dos mercados mais importantes do planeta, o nosso. a corrida toda foi para "definir o padrão", como se diz, ao invés de se criar todo um ambiente, incluindo política industrial, mais investimentos estatais e privados, que pudesse tornar o brasil –um dos principais mercados, como já se disse- um dos principais atores do jogo econômico mundial para o setor.

na china, ao contrário daqui, o problema de padrões e políticas industriais vem sendo tratado, há décadas, de forma sistêmica. caso seja de seu interesse, leia the role of standards in national technology policy in china, de mu rongping e wu zhuoliang, standardized confusion? the political logic of chinas technology standards policy, de michael murphree e dan breznitz, china standard time: a study in strategic industrial policy, de greg linden e, por fim, china’s impact on the global economy: from china price to china standard, de david bach, abraham newman e steven weber.

e o meu texto lá de 2006 diz isso: enquanto estávamos definindo um "padrão" brasileiro, derivado de um padrão japonês que é minoritário no mercado mundial, a china estava definindo uma política inteira, baseada também num padrão, para dominar o mercado mundial de TV digital em seja lá que padrão for. o plano [desde 2000…] é ser o maior fornecedor mundial em 2015 e, depois disso, nas próximas gerações, forçar um padrão chinês. e passar parte da fabricação, que agrega muito pouco valor, para terceiros ou quartos, que tenham custos competitivos para o mercado global.

pois bem: lançamos o nosso "padrão". que se saiba, até agora, ele não criou ou alavancou qualquer indústria nacional. até porque a interatividade, que era só nossa, ficou de lado, esquecida pelas TVs. que sempre acharam que TV digital era só HDTV e essa coisa de interatividade era uma roubada [pra eles, emissoras de TV].

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enquanto isso, lá vem a china, rápida e sempre, atrás dos mercados de todo mundo, incluindo o nosso. a foxconn, aliás, pedra de toque chinesa do novo estado de coisas, é um fabricador-de-qualquer-coisa, uma fábrica genérica que vai, muito provavelmente, fabricar TVD aqui, também. substituição de importações é isso aí: entramos com o mercado, agora, e entramos pelo cano, depois.

o texto de 2006 tinha a ver com isso e está replicado, na íntegra, abaixo. boa leitura.

Pelas alegorias que vinham sendo avistadas nos barracões e pelo batuque, acertos e evoluções na quadra,  até parecia, umas semanas atrás, que o G.L.R.C.C.M.TV.D. – Grêmio Lítero-Recreativo Cultural Carnavalesco Misto TV Digital – ia mesmo sair em tempo de Momo. Seria melhor desfilar um pouco depois, segundo quem não via enredo e evoluções prontas, quanto menos ensaiadas e havia uma certa confusão na torcida: sem tempo pra entender as alas do desfile, havia gente muito importante nas arquibancadas e camarotes ensaiando, por sua vez, uma estrondosa vaia bem no meio do desfile. Mas, segundo parte da diretoria, Carnaval é só uma vez por ano, vem aí, e não há tempo a perder, que depois é Cinzas.

Nas últimas poucas semanas, no entanto, algo parece estar mudando. A decisão sobre o sistema de TV digital a ser usado no país é a mais importante, em termos de impacto industrial e cultural, que será tomada pelo governo, em informática, na década. A outra, que não veremos nem tão cedo, seria uma política de inclusão digital, capaz de criar um mercado de muitos bilhões de reais para envolver algumas dezenas de milhões de pessoas a mais no grande desfile da internet. A chegada da TV digital, que de uma forma ou de outra aponta na passarela, vai mudar o país inteiro: mais de 9 em cada 10 famílias têm TV, há centenas de estações, repetidoras, estúdios, uma cadeia de valor complexa e sofisticada e muitas dezenas de bilhões de reais de negócios nas próximas décadas.

Para uns, a decisão chega atrasada, pois deveria ter sido tomada no fim do último governo. Para outros, é açodada, pois os sistemas existentes estão a ponto de ter sua segunda, mais avançada, versão em pouco tempo. Isso poderia levar o Brasil, caso tivéssemos a competência negocial para articular com os vários modelos existentes, a ser o primeiro onde uma fusão de modelos – um padrão mundial de próxima geração – entrasse em operação, com óbvias vantagens para todos os envolvidos no padrão local. Aliás, mundial. Por outro lado, poderíamos pender para um lado e, escolhendo a próxima geração de um certo padrão, alavancarmos a capacidade nacional de participar nos destinos de um possível padrão dominante nas próximas décadas…

Enquanto isso, a China, que como nós está à busca de um padrão, manda avisar que não acha que padrões farão qualquer diferença. O divisor de águas, segundo os práticos planejadores chineses, será a política industrial associada ao novo modo de ver e interagir com TV. Por isso mesmo, a China não vai anunciar, em 2006, um padrão, e sim uma política industrial para TV digital.  A China fará isso porque entende não ter a massa crítica de conhecimento e capital humano para atacar um padrão como um todo e vai incentivar – ou ordenar – suas empresas a fazer parcerias com os grandes fornecedores internacionais de tecnologia. O resultado é previsível: dentro de poucos anos, televisores chineses de todos os padrões em qualquer lugar do mundo…

Nas quadras de Brasília, o ensaio que se ouvia, uníssono, até a poucos dias, era o oposto de Beijing: tudo indicava que íamos anunciar um padrão e “convocar” a indústria para atendê-lo. Como quase não há indústria nacional na área, talvez a decisão fizesse sentido. Ou não: a definição de padrões é sempre uma oportunidade de criar mercados e indústrias, no mais das vezes exportadoras. Mas as indústrias e investidores nacionais pareciam estar, se muito, nas arquibancadas. E ensaiando a tal vaia. Ocorre que forças outras entraram no desenvolvimento do enredo e na arrumação do pagode, na rua, e parece que está começando a haver – antes tarde do que nunca – uma discussão baseada em conhecimento real do negócio de TV e TV digital, quando antes parecia que escolher um modelo de TV digital para o Brasil era apenas uma questão de definir a camada, digamos, "aérea", do sistema inteiro. Se for pra confiar nos boatos desta semana, não só parece que estamos discutindo tecnologia e modelos de negócio e investimentos, além de contrapartidas para a eventual adoção de um modelo já estabelecido… mas também qual a participação do país, pela via de sua capacidade de pesquisa, desenvolvimento e inovação, na evolução de um tal sistema.

Santa Clara, padroeira da televisão, vai ver, está entrando no samba e no Carnaval. Até pelas sábias palavras de Caetano, que parecia saber que um dia a gente até poderia usá-las num debate sobre escolhas, na TV digital: "Santa Clara, padroeira da televisão/ Que o menino de olho esperto saiba ver tudo/ Entender certo o sinal certo se perto do encoberto/ Falar certo desse perto e do distante porto aberto/ Mas calar/ Saber lançar-se num claro instante…".

Tomara. Tomara que ainda dê tempo pra pensar profundamente – antes do tal anúncio – os negócios de TV digital, sem o que a alegoria nacional de política de tecnologia, industrial e comércio exterior não impressionará muito a comissão julgadora. E a favorita pro nosso Carnaval Digital, talvez, passe a ser a Unidos de Beijing, desfilando o tema Festival da Primavera Industrial na TV Digital do Brasil

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Silvio Meira é cientista-chefe da TDS.company, professor extraordinário da CESAR.school e presidente do conselho do PortoDigital.org

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