SILVIO MEIRA

o caso do jornalismo –e a [des]regulamentação das profissões-meio [final]

aproveitando a decisão do supremo sobre a inexigibilidade de diploma para exercício das profissões de jornalismo, este blog está publicando uma série de textos sobre o tema, tratando o problema mais geral: que profissões deveriam ser regulamentadas? e que outras, especialmente no caso brasileiro, deveriam ser desregulamentadas? o primeiro texto da série está neste link; o segundo está aqui, clicando aqui você chega no terceiro, este aqui é o link do quarto texto e, hoje, publicamos o último texto da série, abaixo

há pouco mais de dois anos, escrevi um texto sobre trabalho e ele começava mais ou menos assim:

passamos a maior parte de nossas vidas úteis trabalhando, como se tivéssemos nascido só para isso. a cidade moderna, necessidade da revolução industrial para aglomerar trabalhadores –no passado, a mão-de-obra- perto das fábricas, nos acostumou a trabalhar em “locais de trabalho”, onde se encontravam, via de regra, as ferramentas necessárias para realizar a nossa parte.

mas os tempos mudaram. dos tempos modernos de chaplin prá cá, muito mais gente passou a processar informação, como trabalho, ao invés de manipular objetos físicos, atividade cada vez mais primária e passível de ser realizada por máquinas, robôs que tomam -devidamente- nosso lugar no esforço “manual”.

afinal, temos mais o que fazer: o trabalho repetitivo e impensado, pouco criativo, que exija “apenas” visão, audição, processamento básico de alguma informação [como o tráfego de automóveis e pedestres ao redor e os sinais de trânsito da rua] e a ação física de controlar alguns dispositivos, como freios, aceleradores e direções será realizado, em breve, por autômatos. não precisaremos de humanos para dirigir automóveis, mesmo em situações extremas. e, mais cedo do que tarde, é bem possível que um número muito grande de cirurgias mais complexas tenha que ser –obrigatoriamente- realizado por robôs, supervisionados e programados por cirurgiões… humanos.

a palavra-chave do último parágrafo é “programados”, não por acaso mostrada em negrito. por que? olhe para a frente, anos à frente. e pense: que trabalho e que funções essenciais, em cada um destes trabalhos, será privilégio de humanos?… estranha, tal reflexão, numa discussão sobre regulamentação de profissões, não?

não. porque ao invés de discutirmos profissões em termos de congelamento do passado, como quase sempre é o caso no brasil, deveríamos refletir sobre o assunto considerando os possíveis futuros do trabalho e das competências, habilidades e formações necessárias para exercê-lo. senão vamos acabar regulando profissões –e diploma obrigatório- de taxidermista e taquígrafo.

muito tempo atrás, poderíamos ter regulado a “profissão” de alfabetizado: fosse este o caso, só poderia ler e escrever quem tivesse uma formação e diploma específico, registro e autorização de um conselho “da área”. lá no começo da escrita, a coisa levava jeito: os escribas eram especialistas raros e regiamente remunerados. em muitos lugares, somente reis e nobres podiam se dar ao luxo de ter um ou outro deles a seu serviço. imagine o impacto da alfabetização em massa, percebida como um bem social, direito universal e dever do estado, na vida dos escribas. dançaram.

e tinham mesmo que dançar: proteger escribas era parar o tempo, impedir o livre intercâmbio de informação entre pessoas, instituições e regiões, em suma, manter o futuro à distância. ainda bem alfabetização em massa era inevitável. pra quem imaginava o futuro, aqui e agora, a extinção da obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista também estava na classe das favas contadas; de mais de uma forma, tratava-se uma reserva de mercado para um dos tipos de “escribas” da nossa era.

olhando de frente para o futuro, o que -mesmo- é inevitável, visto a partir d’agora, numa sociedade de abundância de informação e conhecimento, onde até o papel da universidade [como principal centro de formação de elites de conhecimento] começa a ser questionado sob vários ângulos? segundo dan tapscott

Universities are finally losing their monopoly on higher learning. There is fundamental challenge to the foundational modus operandi of the University -the model of pedagogy. Specifically, there is a widening gap between the model of learning offered by many big universities and the natural way that young people who have grown up digital best learn.

The old-style lecture, with the professor standing at the podium in front of a large group of students, is still a fixture of university life on many campuses. It’s a model that is teacher-focused, one-way, one-size-fits-all and the student is isolated in the learning process. Yet the students, who have grown up in an interactive digital world, learn differently. Schooled on Google and Wikipedia, they want to inquire, not rely on the professor for a detailed roadmap.

They want an animated conversation, not a lecture. They want an interactive education, not a broadcast one that might have been perfectly fine for the Industrial Age, or even for boomers. These students are making new demands of universities, and if the universities try to ignore them, they will do so at their peril.

as universidades, especialmente na periferia, porque ainda estão tentando chegar [na maior parte das vezes pela via da simples –e pobre, porque com menos recursos- imitação] no patamar de suas matrizes de classe mundial, estão ignorando tais demandas, no meu entender, há mais tempo do que deveriam. mas não é só nos métodos e processos, como muito bem questiona tapscott, que as universidades estão se perdendo.

mark taylor, da columbia university, escreveu em abril passado um polêmico editoral do new york times ["The End of the University as We Know It"], atirando de frente no atual sistema universitário americano, modelo onde se espelha o mundo, inclusive o nosso:

Graduate education is the Detroit of higher learning. Most graduate programs in American universities produce a product for which there is no market (candidates for teaching positions that do not exist) and develop skills for which there is diminishing demand (research in subfields within subfields and publication in journals read by no one other than a few like-minded colleagues), all at a rapidly rising cost (sometimes well over $100,000 in student loans.

segundo taylor, a fonte do problema é antiga e pode ser datada de 1798, com a assinatura de ninguém menos que kant [em "The Conflict of the Faculties"]. segundo o filósofo alemão, as universidades deveriam…

…handle the entire content of learning by mass production, so to speak, by a division of labor, so that for every branch of the sciences there would be a public teacher or professor appointed as its trustee.

juntando os três textos, acima… as universidades atuais são sistemas de ensino que funcionam como fábricas da era industrial, onde cada ramo do conhecimento tem um departamento [ou um grupo de professores tentando criar um…], e um ou mais cursos e diplomas… e salas de aula funcionando exatamente como… na idade média. isso quando os estudantes chegando à universidade [pelo menos no mundo civilizado] nasceram na internet e já entenderam, há muito, que conhecimento –conteúdo, se quiserem- é o que importa. diploma é um mero efeito colateral.

aqui na periferia, porém, sem muitas alternativas de trabalho –porque ainda se vive, em um bom número de áreas de formação, em tempos de escassez, diploma tem outras interpretações. e em país de bacharéis, é documento multiuso: entre outras, serve como garantia de lugar especial na cadeia, separado do populacho [até quando?] e como passaporte para reserva de mercado para exercício da “profissão” que se consegue, aqui e ali, atribuir a certificados específicos.

dito isto, vamos perguntar de novo: quais são as profissões [humanas] do futuro? só e somente aquelas que exigirem, para seu exercício, processos mentais cuja sofisticação for essencialmente humana. ou seja, qualquer coisa que não exija níveis de pensamento mais altos e sofisticados será exercida por sistemas que haveremos de programar para tal. sistemas de todos os tipos, de pilotos automáticos a secretárias.

para programar tais sistemas, agora e no futuro, será preciso deter competências nos meios [informática] e nos fins, nas aplicações. excetuando os tipos de sistemas que são informática como um fim em si mesmo [compiladores, por exemplo], em todos os outros contextos em que usarmos informática ela será meio para se chegar em um certo conjunto de fins. o que discutiremos a seguir.

o núcleo central das profissões de informática [e são dezenas] está no ato de programar. tanto em computação, como em comunicação e controle, seja em hardware ou em software, informática é programa. um autômato é um programa; pode ser realizado em software ou hardware, mas é, na prática e nos fundamentos, programa. e um programa, um “software”, como se diz vulgarmente, é obviamente um programa. como programa, é [máquina e] linguagem, é meio para se fazer alguma coisa. seja um driver inteligente para uma broca de dentista ou o sistema de gestão de um banco, software e hardware são [quase sempre, como já dissemos] meio e não fim.

por esta lógica, exposta nos textos desta série, as profissões de informática não poderiam e não deveriam ser reservadas, como mercado, para os possuidores de diploma na área. afinal de contas, como você iria querer que seu cérebro fosse operado? por um sistema desenvolvido por neurocirurgiões que [juntamente com todas as profissões de informática envolvidas] criaram um robô de alta precisão [veja exemplo aqui] ou por uns engenheiros da computação que aprenderam neurocirurgia? eu tô com o primeiro grupo e não abro.

informática é [vista de longe] o espaço delimitado por computação, comunicação, controle e as aplicações dos tres. peter denning classifica informática e suas profissões em níveis de entendimento, que correspondem a perguntas e respostas essenciais para que se “entenda” a profissão.

no primeiro [e mais fundamental, “mechanics”] nível, a pergunta é o que as máquinas informacionais [concretas e abstratas] fazem, como e por que? máquinas são linguagens e mesmo aqui, na base, informática é meio e não deveria ser regulamentada, tal como matemática, lógica e filosofia. de resto, se você encontrar alguém [com qualquer formação] que consiga discutir a otimização de combinadores de curry-turner para execução de linguagens funcionais, pode trazer pra profissão que tá valendo, com qualquer ou nenhum diploma.

no segundo nível [“design”], a pergunta é… como organizar o pensamento [e a nós mesmos] quando estamos desenhando [“designing”, no sentido de projetando] computações [mais amplamente, informática, no sentido de computação, comunicação e controle]? organização e administração de times e processos é design, como tal é meio e não deveria depender de diploma; e o processo de desenhar [design, daqui pra frente], claramente uma linguagem, um meio, não deveria ser restrito apenas àqueles que têm um diploma em design, porque há design em tudo.

no terceiro dos quatro níveis de denning [“core technologies”], temos que nos perguntar… como é que fazemos o design da informática que suporta elementos comuns a múltiplas aplicações?… de novo, design; no topo disso, arquitetura, processos, complexidade,… partes significativas da ciência e engenharia da computação e de software. as “core technologies” dependem radicalmente do domínio de linguagens e infraestruturas muito complexas, que nos levam a escrever, por exemplo, sistemas de gerenciamento de bases de dados [SGBD] ou sistemas operacionais [SO].

em condições normais de temperatura e pressão, tal conhecimento está nas graduações em informática e não é nada que profissionais “formados” em medicina ou botânica aprendam de um dia para o outro. se o fizerem, também são muito bem-vindos à profissão, pois tal tipo de capital humano é extremamente escasso em qualquer lugar e tempo. aqui, regular pra que?… se a vasta maioria dos formados em qualquer curso de informática não sabe escrever um SGBD, um SO ou um compilador?…

finalmente, no quarto nível de denning [“application domains”], a pergunta é… como trabalhamos com outras pessoas, de outras formações, competências e habilidades, para desenhar a informática que lhes serve?… aqui é onde informática é meio mesmo; aqui é onde estão os sistemas de informação, o software que move a sociedade de forma mais ampla, exatamente o que se tem tentado regular no brasil, sem sucesso, há quase tres décadas. e logo aqui, no nível quatro de denning, onde informática é mais claramente meio, de forma simples e definitiva, e não poderia ser regulada [no sentido brasileiro, de reserva de mercado para diplomas] sob nenhuma ótica.

por que? neste último nível, temos desde os grandes sistemas de ERP até os pequenos programas em excel, feitos por times multidisciplinares, integrados à estratégia dos negócios, resolvendo problemas [e não trabalhando em áreas] das empresas, numa dinâmica de mercado, no espaço-tempo, que faz com que o programador de hoje seja o engenheiro de amanhã, o arquiteto na semana que vem, e o gerente daqui a um mês. e passe por atendimento, vendas, finanças e se transforme no principal administrador da empresa em pouco tempo.

muitos dos que apóiam a regulamentação da “profissão” de analista de sistemas, claramente um meio, o fazem porque reclamam do papel de alguns conselhos regionais de administração, que tentam puxar para seus tutelados os atributos de analistas de sistemas.

mas a solução, aqui, não é regulamentar “analistas”, que são meio, e sim desregulamentar “administradores”, que também fazem parte de uma profissão meio. e indubitavelmente “mais meio” do que analistas: as competências para administrar estão distribuídas em todos os tipos de formação, habilidades e práticas de negócios. graduação em administração, para negócios, é o mesmo que jornalismo, para informação. e deveria entrar na grande lista de profissões a se tornarem independentes de diploma, na lei, tornando a letra igual à prática, como já acontecia em jornalismo antes da decisão do supremo.

quase pra finalizar nossa conversa, visite este link para entender a posição da sociedade brasileira da computação CONTRA a regulamentação das profissões de informática. vale a pena. e vá neste texto, desta série, pra testar se sua formação e profissão deveriam ser regulamentadas. lembre-se que porque sim não é uma boa razão nem resposta; e você ter “perdido” anos para conseguir um diploma também passa longe. pense no interesse e benefícios para a sociedade e no longo prazo.

criar reservas de mercados para proteger interesses de uns poucos tem sido justamente uma das razões pelas quais as potencialidades do brasil são desenvolvidas de forma tão convolucionada. e o danado é ver, o tempo todo, gente que defende a regulamentação das mais estranhas profissões [que tal DJ?…] reclamando que o país é burocrático e cartorial.

se o congresso tivesse algo mais a fazer a não ser se debater em suas próprias mazelas e tentar legislar sobre causas confusas e de escasso interesse e valor para a sociedade [como a regulamentação da profissão de analista de sistemas “e suas correlatas”, proposta do senador azeredo], bem que poderia lançar um grande debate, estudo e revisão das profissões no país, botando no pacote a legislação trabalhista e sua institucionalidade, para ver se trazia nossa sociedade e economia do século XVIII para, pelo menos, o XX. quem sabe. a esperança é a última que morre. mesmo no congresso nacional.

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Silvio Meira é cientista-chefe da TDS.company, professor extraordinário da CESAR.school e presidente do conselho do PortoDigital.org

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