SILVIO MEIRA

as ordens da ignorância…

[ originalmente publicado na revista digital NO., em 16.Nov.2001 ]

Muitas das coisas aparentemente mais simples do mundo são, de fato, complexas de descrever, explicar e, claro, entender. Programas de computador são uma delas. Os primeiros computadores não eram programáveis como as máquinas que usamos hoje em quase todo canto. Suas rotinas de funcionamento eram estabelecidas por conexões físicas, feitas com fios que interligavam os componentes através dos quais os dados que estavam sendo “processados” deveriam passar até que, eventualmente, algum resultado fosse apresentado ao usuário. Estamos falando da Idade da Pedra Computacional, já que o primeiro computador que podia armazenar um programa qualquer foi construído na University of Manchester em 1948. O conceito de “computador de programa armazenado” está presente em artigos escritos por Konrad Zuse na década de 30 e foi formalizado pela primeira vez em 1945, num texto de John von Neumann, que trabalhava em conjunto com John Mauchly, J. Presper Eckert e Herman Goldstine na University of Pennsylvania.

A idéia de armazenar programas juntamente com dados, na memória de computadores tem, então, pouco mais de cinqüenta anos. Neste meio século, saímos do nada para construir programas que têm muitas dezenas de milhões de linhas de código, algo quase fora da imaginação e controle de qualquer time, por maior, mais capaz, dedicado e sortudo que seja. Não é à toa que muitos dos programas que fazem parte das nossas vidas diárias têm um, dois, três (ou muito mais) defeitos (erros de programação que causam falhas de operação do ponto de vista do usuário final) para cada mil linhas de código, o que explica todas as panes e desastres que eu e você estamos acostumados a enfrentar no banco, nos supermercados, nos serviços de governo, nas transações da web. Pode ser melhor? Pode, muito melhor.

Mas para tal temos que entender mais apropriadamente o que é software. Claro que não vai ser neste artigo aqui que iremos estabelecer os fundamentos filosóficos da matéria, mas é possível fazer uma comparação muito prática e apropriada para o caso. Qualquer programa pode, para nossa análise, ser visto como um texto escrito em uma linguagem. Uma linguagem de programação, como qualquer língua, como o português, é definida em termos dos caracteres (letras, números e símbolos) que podem ser usados para formar palavras, as regras de formação das palavras, as regras de criação de sentenças a partir de palavras e um outro conjunto de regulamentos sobre como articular sentenças em textos maiores e inteligíveis. Considere o texto que você está lendo agora: se eu não tivesse usado as boas maneiras da língua portuguesa enquanto o escrevia, talvez não fosse possível entender partes dele ou até o texto como um todo. Tente embaralhar os parágrafos, as sentenças ou as palavras que ele vai ficar cada vez mais difícil de entender.

A diferença, em um programa de computador, é que as regras são mais estritas, já que o programa vai ser interpretado por uma máquina bem mais limitada do que um ser humano e, por isto mesmo, desprovida do que costumamos chamar de “bom senso”. Se, em algum lugar do programa que está tratando um depósito na sua conta, houver uma instrução mandando remeter 10% do valor para uma conta em Jersey, isso será feito sem pestanejar. Mesmo que a conta seja de uma outra pessoa (que negue, por acaso, ter qualquer relação com a matéria)… Este defeito pode ser de boa fé (o programador errou a codificação e tal não foi identificado nos testes pelos quais o programa deveria ter passado) ou de má fé, no caso em que, deliberadamente, alguém tenha inserido linhas de código que desviam dinheiro para paraísos fiscais. O primeiro é um puro e simples defeito, o segundo é um crime.

Deixando os crimes, neste artigo, para lá, por que os programas têm tantos defeitos? Philip Armour (na coluna “The Business of Software”) desenvolveu, em mais de um artigo, dois conceitos fundamentais para entender software (e seus defeitos). O primeiro é que software é um meio de armazenamento, e não um produto em si. Software seria, na verdade, o quinto meio, do ponto de vista da seqüência histórica de seu aparecimento no planeta, a servir para guardar conhecimento. Os quatro primeiros seriam DNA (há bilhões de anos atrás), cérebros (há uns dois e meio milhões de anos), hardware (de todo tipo, começando por ferramentas, que Peter Drucker chama de conhecimento sólido, há uns quarenta mil anos) e livros. Os livros datam de sete mil antes de Cristo, mas só quando foram reinventados, pela via da prensa de tipos móveis de Gutemberg, foi que seu impacto se fez sentir em todo planeta, há uns 550 anos. Bom… software, então, é o primeiro meio de armazenamento a aparecer em mais de meio milênio. E o que armazenamos em software?

Conhecimento é a resposta. Os programas que foram e estão sendo escritos no mundo servem para armazenar conhecimento sobre todo tipo de coisa, concreta ou abstrata, que existe na face da Terra (e fora dela). Um sistema de informação de um banco é, em verdade, um modelo abstrato do mesmo, programado e executando em um monte de computadores, para nos dar a impressão (bastante real, por sinal), de que o sistema é o banco. Um sistema informatizado de controle de tráfego aéreo simula os aviões e o espaço aéreo nas unidades de processamento, memória, entrada e saída dos computadores e mantém tal simulação a par e passo com a vida (em tempo) real lá fora, comandando os aviões a se afastarem uns dos outros, a subir, descer… fazendo funcionar o tráfego aéreo. Trens, motores, freios, fornos de micro-ondas… todos os programas neles embutidos são conhecimento codificado em alguma linguagem, simulando alguma parte do mundo real, ao mesmo tempo em que comandam alguma interferência na mesma, de forma a realizar algum processo real. Desde fazer pipoca até evitar o travamento de rodas.

E os defeitos? Ah, sim, os defeitos. Assumindo que não há má fé e que os engenheiros e outras pessoas envolvidas no desenvolvimento do sistema dominam suas profissões a ponto de não cometer erros técnicos (o que quase nunca é o caso, em se tratando de humanos), os defeitos, em sua maioria, vêm da nossa incapacidade em adquirir conhecimento sobre o que estamos tentado armazenar no software. Armour estabelece cinco ordens de ignorância que afetam os mortais comuns como nós. Eu tenho zero ordens de ignorância (0OI) sobre alguma coisa quando eu entendo da mesma e posso demonstrar minha falta de ignorância sobre o assunto de alguma forma tangível… 0OI é a falta de ignorância. Falta de conhecimento, por sua vez, ou uma ordem de ignorância (1OI), se dá quando eu não sei alguma coisa e posso identificar o fato prontamente. 1OI é a ignorância básica, benigna. Começa a ficar complicado quando me falta desconfiômetro, quando tenho 2OI: aí, eu não sei que não sei alguma coisa. Não só eu sou ignorante sobre algo (por exemplo, que eu tenho 1OI no assunto) mas eu nem desconfio deste fato. Pessoas com 2OI costumam “saber” muito… procure ao seu redor.

Danado mesmo é quando chego em três ordens de ignorância (3OI). Aí, sofro de falta de processo: 3OI siginifica que não conheço uma forma eficiente para descobrir que não sei que não sei alguma coisa. Enquanto as pessoas que sofrem de 2OI perturbam o ambiente e podem ser de difícil lida, quem sofre de 3OI é definitivamente perigoso para a instituição em que se encontra. Finalmente, o caos, a meta-ignorância (4OI): alguém tem 4OI quando eu nem sabe que existem Cinco Ordens de Ignorância, pelo que, leitor, acabamos de passar. Estamos em algum lugar entre zero e três…

E o que isto tem a ver com defeitos em software? Tudo. Como software é conhecimento codificado, na maioria das vezes sobre sistemas, processos, serviços e instituições de grande complexidade (inclusive porque têm clientes humanos!) ele só funciona corretamente e realizando tudo (e só!) o que teria que fazer quando o processo de descoberta e codificação de conhecimento que é, de fato, o desenvolvimento de sistemas de informação é realizado por gente que combina zero e uma ordens de ignorância. Não só quando se trata do objeto da codificação, mas da técnica sendo usada para tal. Ou a pessoa sabe e o demonstra na prática (0OI), ou não sabe, é capaz de anunciá-lo aos quatro ventos e pedir ajuda (1OI) a algum especialista de verdade, outro alguém com 0OI no assunto… Na prática, porém, muita gente “acha que sabe” (não sabe que não sabe, e tem 2OI) e outros, ainda, são mais perigosos, pois nunca nem vão descobrir (3OI) que há coisas que não sabem que não sabem. À frente da tela, nós, lidando com os defeitos, ainda por muito tempo. Pelo menos, agora, sabemos que a culpa, em algum lugar, é de gente com mais de uma ordem de ignorância.

[uma observação de quase 20 anos depois, sobre uma imagem de 15 anos depois do original]

Em 2015, discutindo inovação em educação, que supostamente é um sistema social para diminuição da ignorância coletiva [neste link], reescrevi as 5 ordens de ignorância de Armour em ~6, porque isso tornava mais fácil a explicação de certas facetas do sistema educacional… que em muitas instâncias leva as pessoas a saberem as coisas em tese, sem necessariamente saber fazer. Este é o caso, infelizmente, de boa parte do sistema educacional brasileiro, em especial no ensino fundamental e médio, neste último em especial, que quase nunca prepara seus aprendizes para qualquer coisa além do vestibular.

 

Outros posts

EFEITOS de REDE

Este post é um índice de leitura dos textos da série “Efeitos de Rede e Ecossistemas Figitais”, com a co-autoria de André Neves. O texto

O Risco dos Manifestos

Um manifesto é sempre algo [muito] arriscado. Porque um manifesto expressa uma insatisfação com a realidade estabelecida, imediata, ao nosso redor. Um manifesto  não é

IA, no blog: Sugestões de Leitura

Se você está procurando textos sobre IA por aqui… Comece pela série E AÍ… IA: o primeiro texto, Introdução, está no link… tinyurl.com/2zndpt3r; o segundo,

E AÍ… IA [III]

Mas IA, de onde vem, pra onde vai?…   No futuro, há três tipos de inteligência: individual, social e artificial. E as três já são

E AÍ… IA [II]

Trabalho, Emprego e IA   Há uma transformação profunda do trabalho e da produção, como parte da transformação figital dos mercados, da economia e da

EFEITOS DE REDE E ECOSSISTEMAS FIGITAIS [XV]

Uma série, aqui no blog [o primeiro texto está em… bit.ly/3zkj5EE, o segundo em bit.ly/3sWWI4E, o terceiro em bit.ly/3ycYbX6, o quarto em… bit.ly/3ycyDtd, o quinto

E AÍ, IA… [I]

IA fará com que todos sejam iguais em sua capacidade de serem desiguais. É o maior paradoxo desde que Yogi Berra disse… ‘Ninguém mais vai

Efeitos de Rede e Ecossistemas Figitais [XII]

Uma série, aqui no blog [o primeiro texto está em… bit.ly/3zkj5EE, o segundo em bit.ly/3sWWI4E, o terceiro em bit.ly/3ycYbX6, o quarto em… bit.ly/3ycyDtd, o quinto

Efeitos de Rede e Ecossistemas Figitais [xi]

Uma série, aqui no blog [o primeiro texto está em… bit.ly/3zkj5EE, o segundo em bit.ly/3sWWI4E, o terceiro em bit.ly/3ycYbX6, o quarto em… bit.ly/3ycyDtd, o quinto

Efeitos de Rede e Ecossistemas Figitais [x]

Uma série, aqui no blog [o primeiro texto está em… bit.ly/3zkj5EE, o segundo em bit.ly/3sWWI4E, o terceiro em bit.ly/3ycYbX6, o quarto em… bit.ly/3ycyDtd, o quinto

Efeitos de Rede e Ecossistemas Figitais [ix]

Uma série, aqui no blog [o primeiro texto está em… bit.ly/3zkj5EE, o segundo em bit.ly/3sWWI4E, o terceiro em bit.ly/3ycYbX6, o quarto em… bit.ly/3ycyDtd, o quinto

Efeitos de Rede e Ecossistemas Figitais [vi]

Uma série, aqui no blog [o primeiro texto está em… bit.ly/3zkj5EE, o segundo em bit.ly/3sWWI4E, o terceiro em bit.ly/3ycYbX6, o quarto em… bit.ly/3ycyDtd, o quinto

Efeitos de Rede e Ecossistemas Figitais [v]

Uma série, aqui no blog [o primeiro texto está em… bit.ly/3zkj5EE, o segundo em bit.ly/3sWWI4E, o terceiro em bit.ly/3ycYbX6, o quarto em… bit.ly/3ycyDtd, o quinto

Efeitos de Rede e Ecossistemas Figitais [iv]

Uma série, aqui no blog [o primeiro texto está em… bit.ly/3zkj5EE, o segundo em bit.ly/3sWWI4E, o terceiro em bit.ly/3ycYbX6, o quarto em… bit.ly/3ycyDtd, o quinto

chatGPT: cria ou destrói trabalho?

O potencial de relevância e impacto inovador de transformadores [veja A Grande Transformação dos Transformadores, em bit.ly/3iou4aO e ChatGPT is everywhere. Here’s where it came

A Grande Transformação dos Transformadores

Um transformador, na lembrança popular, era [ainda é] a série de filmes [Transformers, bit.ly/3Qp97cu] onde objetos inanimados, inconscientes e -só por acaso- alienígenas, que existiam

Começou o Governo. Cadê a Estratégia?

Estamos em 02/01/2023. Ontem foram as posses e os discursos. Hoje começam a trabalhar um novo Presidente da República, dezenas de ministros e ainda serão

23 anotações sobre 2023 [xxiii]

Este é o 23° de uma série de textos sobre o que pode acontecer, ou se tornar digno de nota, nos próximos meses e poucos

23 anotações sobre 2023 [xxii]

Este é o 22° de uma série de textos curtos, de uns poucos parágrafos e alguns links, sobre o que pode acontecer, ou se tornar

23 anotações sobre 2023 [xxi]

Este é o 21° de uma série de textos curtos, de uns poucos parágrafos e alguns links, sobre o que pode acontecer, ou se tornar

23 anotações sobre 2023 [xx]

Este é o 20° de uma série de textos curtos, de uns poucos parágrafos e alguns links, sobre o que pode acontecer, ou se tornar

23 anotações sobre 2023 [xix]

Este é o 19° de uma série de textos curtos, de uns poucos parágrafos e alguns links, sobre o que pode acontecer, ou se tornar

23 anotações sobre 2023 [xviii]

Este é o 18° de uma série de textos curtos, de uns poucos parágrafos e alguns links, sobre o que pode acontecer, ou se tornar

23 anotações sobre 2023 [xvii]

Este é o 17° de uma série de textos curtos, de uns poucos parágrafos e alguns links, sobre o que pode acontecer, ou se tornar

23 anotações sobre 2023 [xvi]

Este é o 16° de uma série de textos curtos, de uns poucos parágrafos e alguns links, sobre o que pode acontecer, ou se tornar

23 anotações sobre 2023 [xv]

Este é o 15° de uma série de textos curtos, de uns poucos parágrafos e alguns links, sobre o que pode acontecer, ou se tornar

23 anotações sobre 2023 [xiv]

Este é o décimo quarto de uma série de textos curtos, de uns poucos parágrafos e alguns links, sobre o que pode acontecer, ou se

23 anotações sobre 2023 [xiii]

Este é o décimo terceiro de uma série de textos curtos, de uns poucos parágrafos e alguns links, sobre o que pode acontecer, ou se

23 anotações sobre 2023 [xii]

Este é o décimo segundo de uma série de textos curtos, de uns poucos parágrafos e alguns links, sobre o que pode acontecer, ou se

23 anotações sobre 2023 [xi]

Este é o décimo primeiro de uma série de textos curtos, de uns poucos parágrafos e alguns links, sobre o que pode acontecer, ou se

23 anotações sobre 2023 [x]

Este é o décimo de uma série de textos curtos, de uns poucos parágrafos e alguns links, sobre o que pode acontecer, ou se tornar

23 anotações sobre 2023 [ix]

Este é o nono de uma série de textos curtos, de uns poucos parágrafos e alguns links, sobre o que pode acontecer, ou se tornar

23 anotações sobre 2023 [viii]

Este é o oitavo de uma série de textos curtos, de uns poucos parágrafos e alguns links, sobre o que pode acontecer, ou se tornar

23 anotações sobre 2023 [vii]

Este é o sétimo de uma série de textos curtos, de uns poucos parágrafos e alguns links, sobre o que pode acontecer, ou se tornar

23 anotações sobre 2023 [vi]

Este é o sexto de uma série de textos curtos, de uns poucos parágrafos e alguns links, sobre o que pode acontecer, ou se tornar

23 anotações sobre 2023 [v]

Este é o quinto de uma série de textos curtos, de uns poucos parágrafos e alguns links, sobre o que pode acontecer, ou se tornar

23 anotações sobre 2023 [iv]

Este é o quarto de uma série de textos curtos, de uns poucos parágrafos e alguns links, sobre o que pode acontecer, ou se tornar

23 anotações sobre 2023 [iii]

Este é o terceiro de uma série de textos curtos, de uns poucos parágrafos e alguns links, sobre o que pode acontecer, ou se tornar

23 anotações sobre 2023 [ii]

Este é o segundo de uma série de textos curtos, de uns poucos parágrafos e alguns links, sobre o que pode acontecer, ou se tornar

23 anotações sobre 2023 [i]

Esta é uma série de textos curtos, de uns poucos parágrafos e alguns links, sobre o que pode acontecer, ou se tornar digno de nota,

Efeitos de Rede e Ecossistemas Figitais [ii]

Uma série, aqui no blog [o primeiro texto está em… bit.ly/3zkj5EE, o segundo em bit.ly/3sWWI4E, o terceiro em bit.ly/3ycYbX6, o quarto em… bit.ly/3ycyDtd, o quinto

Efeitos de Rede e Ecossistemas Figitais [i]

Uma série, aqui no blog [o primeiro texto está em… bit.ly/3zkj5EE, o segundo em bit.ly/3sWWI4E, o terceiro em bit.ly/3ycYbX6, o quarto em… bit.ly/3ycyDtd, o quinto

O Metaverso, Discado [4]

Este é o quarto post de uma série dedicada ao metaverso. É muito melhor começar lendo o primeiro [aqui: bit.ly/3yTWa3g], que tem um link pro

O Metaverso, Discado [3]

Este é o terceiro post de uma série dedicada ao metaverso. É muito melhor começar lendo o primeiro [aqui: bit.ly/3yTWa3g], que tem um link pro

O Metaverso, Discado [2]

Este é o segundo post de uma série dedicada ao metaverso. É muito melhor ler o primeiro [aqui: bit.ly/3yTWa3g] antes de começar a ler este aqui. Se puder, vá lá, e volte aqui.

O Metaverso, Discado [1]

O metaverso vai começar “discado”. E isso é bom. Porque significa que vai ser criado e acontecer paulatinamente. Não vai rolar um big bang vindo

chega de reuniões

um ESTUDO de 20 empresas dos setores automotivo, metalúrgico, elétrico, químico e embalagens mostra que comportamentos disfuncionais em REUNIÕES [como fugir do tema, reclamar, criticar…

Definindo “o” Metaverso

Imagine o FUTEBOL no METAVERSO: dois times, A e B, jogam nos SEUS estádios, com SUAS bolas e SUAS torcidas. As BOLAS, cada uma num

Rupturas, atuais e futuras,
no Ensino Superior

Comparando as faculdades com outras organizações na sociedade,percebe-se que sua peculiaridade mais notável não é seu produto,mas a extensão em que são operadas por amadores.

O que é Estratégia?

A primeira edição do Tractatus Logico-Philosophicus [TLP] foi publicada há exatos 100 anos, no Annalen der Naturphilosophie, Leipzig, em 1921. Foi o único livro de

O Brasil Tem Futuro?

Uma das fases mais perigosas e certamente mais danosas para analisar e|ou entender o nosso país é a de que “O Brasil é o país

Os Velhos Envelopes, Digitais

Acho que o último envelope que eu recebi e não era um boleto data da década de 1990, salvo uma ou outra exceção, de alguém

Houston, nós temos um problema…

Este texto é uma transcrição editada de uma intervenção no debate “De 1822 a 2022 passando por 1922 e imaginando 2122: o salto [?] da

Pessoas, Games, Gamers, Cavalos…

Cartas de Pokémon voltaram à moda na pandemia e os preços foram para a estratosfera. Uma Charizard holográfica, da primeira edição, vale dezenas de milhares

As Redes e os Currais Algorítmicos

Estudos ainda limitados[1] sobre política e sociedade mostram que a cisão entre centro [ou equilíbrio] e anarquia [ou caos] é tão relevante quanto a divisão

O Trabalho, em Transição

Trabalho e emprego globais estão sob grande impacto da pandemia e da transformação digital da economia, em que a primeira é o contexto indesejado que

O ano do Carnaval que não houve

Dois mil e vinte e um será, para sempre, o ano do Carnaval que não houve. Quem sentirá na alma são os brincantes para quem

Rede, Agentes Intermediários e Democracia

Imagine um provedor de infraestrutura e serviços de informação tomando a decisão de não trabalhar para “um cliente incapaz de identificar e remover conteúdo que

21 anotações sobre 2021

1 pode até aparecer, no seu calendário, que o ano que vem é 2021. mas não: é 2025. a aceleração causada por covid19, segundo múltiplas

A Humanidade, em Rede

Redes. Pessoas, do mundo inteiro, colaborando. Dados, de milhares de laboratórios, hospitais, centros de pesquisa e sistemas de saúde, online, abertos, analisados por sistemas escritos

tecnologia e[m] crises

tecnologia, no discurso e entendimento contemporâneo, é o mesmo que tecnologias da informação e comunicação, TICs. não deveria ser, até porque uma ponte de concreto

o que aconteceu
no TSE ontem?

PELA PRIMEIRA VEZ em muitos anos, o BRASIL teve a impressão de que alguma coisa poderia estar errada no seu processo eleitoral, e isso aconteceu

CRIAR um TEMPO
para o FUTURO

em tempos de troca de era, há uma clara percepção de que o tempo se torna mais escasso. porque além de tudo o que fazíamos

Duas Tendências Irreversíveis, Agora

O futuro não acontece de repente, todo de uma vez. O futuro é criado, paulatinamente, por sinais vindos de lá mesmo, do futuro, por caminhos

futuro: negócios e
pessoas, figitais

em tempos de grandes crises, o futuro, às vezes mais do que o presente, é o centro das preocupações das pessoas, famílias, grupos, empresas e

bom senso & saber

uma pergunta que já deve ter passado pela cabeça de muita gente é… o que é o bom senso, e como é que a gente

uma TESE são “só” 5 coisas…

…e uma dissertação e um trabalho de conclusão de curso, também. este post nasceu de um thread no meu twitter, sumarizando perguntas que, durante a

os novos NORMAIS serão FIGITAIS

há muitas empresas achando que… “agora que COVID19 está passando, bora esquecer essa coisa de DIGITAL e trazer os clientes de volta pras lojas”… enquanto

Novas Formas de Pensar em Tempos Incertos

O HOMO SAPIENS anatomicamente moderno tem ceca de 200.000 anos. Há provas de que tínhamos amplo controle do fogo -talvez “a” tecnologia fundadora da humanidade-

Efeitos não biológicos de COVID19

A PARTIR do que já sabemos, quais os impactos e efeitos de médio e longo prazo da pandemia?… O que dizem as pesquisas, não sobre

APRENDER EM VELOCIDADE DE CRISE

TODOS OS NEGÓCIOS estiveram sob gigantesca pressão para fazer DUAS COISAS nas últimas semanas, quando cinco décadas de um processo de transformação digital que vinha,

UM ANTIVÍRUS para a HUMANIDADE

SARS-COV-2 é só um dos milhares de coronavírus que a ciência estima existir, ínfima parte dos 1,7 milhões de vírus desconhecidos que os modelos matemáticos

Mundo Injusto, Algoritmos Justos?

Se um sistema afeta a vida das pessoas, exige-se que seu comportamento seja justo. Pelo menos no que costumamos chamar de civilização. Ser justo é

Das nuvens, também chovem dados

Há uns meses, falamos de Três Leis da Era Digital, inspiradas nos princípios de Asimov para a Robótica. As Leis eram… 1ª: Deve-se proteger os

As Três Leis da Era Digital

Há setenta e oito anos, Isaac Asimov publicava a primeira versão do que todos conhecem como as Três Leis da Robótica[1]. A Primeira diz que

Silvio Meira é cientista-chefe da TDS.company, professor extraordinário da CESAR.school e presidente do conselho do PortoDigital.org

contato@tds.company

Rua da Guia, 217, Porto Digital Recife.

tds.company
somos um negócio de levar negócios para o futuro, nosso objetivo é apoiar a transformação de negócios nascentes e legados nas jornadas de transição entre o presente analógico e o futuro digital.

strateegia
é uma plataforma colaborativa de estratégia digital para adaptação, evolução e transformação de negócios analógicos em plataformas e ecossistemas digitais, desenvolvido ao longo de mais de uma década de experiência no mercado e muitas na academia.